[RESENHA] Poderosa, de Sérgio Klein

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Título: Poderosa: Diário de uma garota que tinha o mundo na mão

Autor: Sérgio Klein

Editora: Fundamento

Páginas: 185

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O pai e a mãe estão se separando, o irmão caçula é o garoto mais implicante do planeta e a avó passa os dias na cama, descascando a parede com as unhas, sem saber o que acontece ao redor. É este o habitat de Joana Dalva, que aos 13 anos sonha em ser escritora. Tudo o que ela desejava era criar histórias que distraíssem os futuros leitores, mas um dia faz uma redação sobre a quase xará Joana d Arc e provoca uma reviravolta na História.

Se uma simples redação podia mudar o passado, por que não usar a literatura para consertar o presente? Joana Dalva não hesita em converter a ficção em realidade. O problema é que cada texto produz conseqüências imprevistas, dando origem a outros textos que trazem novos problemas. E o jogo de gato e rato acaba escapando do controle.

Para participar desse jogo, não é preciso ter a idade de Joana Dalva nem sentir na pele os conflitos e as espinhas da adolescência. Este romance de Sérgio Klein destina-se a todos os que ainda acreditam no poder transformador das palavras.

Joana Dalva é uma simples garota apaixonada por seu colega de aula mais popular, também é rival da patricinha mais mimada da sua turma.  Mas o destino havia reservado mudanças drásticas para sua vida. Tudo começa quando Joana faz uma redação sobre o destino de Joana D’Arc que foi condenada a morrer na fogueira por suspeitas de bruxaria.

Joana, com seu sonho de se tornar escritora, modifica o final da história da padroeira Joana D’Arc, dizendo que ela fugiu e um homem que era apaixonado por ela havia se sacrificado para garantir que a moça escapasse. A redação a fez tirar zero na nota de história. A protagonista, Joana Dalva, queria ser reconhecida pela sua imaginação e escrita, mas para isso a redação deveria ter sido apresentada na aula de literatura.

A história começa a envolver o leitor quando o pai de Joana, ao assistir ao noticiário na TV, vê os repórteres anunciando uma recente descoberta sobre o destino da padroeira Joana D’Arc. “Coincidentemente” era  mesmo destino que Joana escreveu em sua redação.

Às vezes me sinto predestinada e divina, uma bruxa capaz de criar ou destruir com as palavras que joga no caldeirão. Mas nem tudo se resolve com bruxaria.

Com o tempo a personagem descobre seus “poderes divinos” e os usa para ajudar seus familiares e amigos. É uma história muito interessante e me fez refletir ‘o que eu faria se tivesse o poder de mudar tudo?’, além desse pensamento também podemos notar a aflição de Joana quando tem que engessar seu braço e mão esquerdos, a mão poderosa ficou temporariamente inútil.

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