#LIVRO X FILME: Precisamos Falar Sobre Kevin

Como de costume, estou aqui para mais uma coluna comparativa, posso afirmar que talvez este seja o meu maior desafio desde que comecei a coluna.

Livro:

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Título: Precisamos falar sobre Kevin

Autor: Lionel Shriver

Editora: Intríseca

Páginas: 288

2,5

Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de
um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos
mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu.
Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada,
uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?

Quando comecei a ler pensei que era algo completamente chato e que logo eu desistiria da leitura, e em vários momentos pensei em desistir, mas eu continuei e isso fez toda a diferença. Mas antes de falar sobre o livro, vou contar como Lionel Shriver escreveu este livro tão intrigante.

Ela estudou sobre casos de diversos psicopatas ao redor do mundo, foi pegando várias características, exemplos, personalidades e com isso escreveu o Precisamos fala sobre Kevin.

O livro é contado todo em forma de cartas, de Eva mãe de Kevin para Franklin seu pai, já no início percebemos que eles não estão mais juntos e que algo de ruim aconteceu. O que fica evidente no livro, é que Eva quando engravida, não tem qualquer sentimento materno, e no meu ponto de vista, fica claro que ela só engravidou pelas vontades de Franklin.

Eva justifica a falta de amor por Kevin dizendo que ele nunca amou ela, ele é mau educado e manipulador, e como ele e a mãe não conseguem ter qualquer afeição um pelo outro, Franklin acaba se distanciando de Eva, principalmente porque ele justifica todos os atos de maldade de Kevin. Existem pontos em que percebemos o tamanho do cinismo de Kevin, quando com o pai é uma criança adorável e dócil e com a mãe mostrasse um monstro sem qualquer empatia.

O que acaba piorando mais a situação Eva engravida, contra a vontade de Franklin, para provar que o problema da relação dela com o filho não é sua culpa e neste ponto a história vai de mal a pior. Não é um livro fácil e o tema é bem forte e em alguns momentos até assustador.

Filme:

filme

Direção: Lynne Ramsay

Elenco: John C. Reilly, Tilda Swinton, Ezra Miller

Gênero: Drama

4,5

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Se existe um livro em que eu preferi a versão adaptada para o cinema é este. Como o livro é bastante complicado, o filme se tornou mais fácil de entender, claro, algumas coisas talvez não fiquem tão claras apenas assistindo ao filme, mas mesmo assim eu gostei mais do filme do que do livro (mas ambos são incríveis e perturbadores).

Então, gostaria de ressaltar que Tilda Swinton no papel de Eva foi uma das coisas mais fantásticas do filme, ela é exatamente como imaginava Eva, uma mulher apática, triste e com aparência de sofrida, poucos são os momentos em que ela aparece rindo ou demonstrando felicidade – quase sempre quando se recorda de algum momento antes de ter o Kevin ou em algum momento com Lucy, sua filha mais nova-.

A fotografia do filme é ótima e sempre em foco a cor vermelha, talvez referencia aos futuros atos de Kevin.

O filme contém cenas fortes e perturbados, mostrando como as coisas acontecem e nós preferimos fechar os olhos.

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6 comentários sobre “#LIVRO X FILME: Precisamos Falar Sobre Kevin

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