[RESENHA] Objetos Cortantes, de Gillian Flynn

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Título: Objetos Cortantes

Autor: Gillian Flynn

Editora: Intríseca

3,5

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.

Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado.

Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

Algo extramente curioso sobre mim é que de uns tempos pra cá os livros mais fortes, do tipo suspense e até alguns de terror, tem me chamado muita atenção, e desde que eu li Garota Exemplar, procurei ler mais coisas desta autora, Gillian Flynn. Objetos cortantes, foi o primeiro livro dela, mas posso dizer que é extremamente maligno em diversas partes e nos mostra o quão ingenuas as crianças realmente são. Camille, personagem principal, é extremamente bem escrita, em alguns pontos chega a ter medo de tão real que ela parece, sua família é muito disfuncional e isso influenciou demais a personalidade da menina.

A personagem principal precisa investigar o assassinato de duas meninas e isso leva ela a discordar sobre o diagnostico de sua irmã que faleceu quando Camille ainda era uma criança. Não posso mais falar nada sobre a história pois entrega o final, só posso afirmar que é perturbador.

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#SERIADO: Apartment 23

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June se muda para Manhattan onde encontrou um emprego dos sonhos e o apartamento perfeito. Mas a empresa onde seria contratada faliu assim que ela chega a cidade, então June sai para conseguir um emprego e um lugar para viver. Ela então começa a trabalhar em uma cafeteria e encontra um apartamento onde mora Chloe. As duas não se dão bem no inicio, mas acabam se entendendo.

Apartment 23 é um seriado do comédia que foi lançado em 2012, ele conta a história de June uma garota do interior que vai para a cidade grande, porém a empresa que contratou ela fali, e a menina não quer contar para os pais e voltar para casa, então precisa encontrar alguém com que morar. Neste ponto da história é que entra Chloe, que é uma vigarista, manipuladora que faz de tudo para tirar proveito das pessoas, se faz de boa moça para conquistar June. Mas em poucas horas de convivencia a moça percebe onde está se metendo, e ao longo dos episódios Chloe mostra que é a penas uma garota tentando fazer as coisas certas de modo errado.

Infelizmente a série tem poucos episódios e foi cancelada em outubro de 2012.

[RESENHA] O Teorema Katherine, de John Green

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Título: O Teorema Katherine

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 304

4

Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine. E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato.

Depois do mais recente e traumático término, ele resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e um melhor amigo bem fora de forma no banco do carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar pés na bunda, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai mudar para sempre a história amorosa do mundo, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Minha coluna literária desta sexta é de um dos livros menos apreciados de John Green, e eu tenho uma opinião completamente oposta a ele.

O teorema Katherine, traz de uma maneira bem leve e contagiante a história de Colin, um garoto super inteligente que sempre namora meninas com o nome de Katherine, após ser deixado pela última, ele sai em uma jornada atrás de um teorema que o faria descobrir quanto tempo ele ficaria com a próxima Katherine, e com isso ele poderia evitar ter o coração partido ou talvez reconquistar a última garota.

Algumas coisas que gostaria de destacar sobre este livro seria que, os personagens secundários são realmente muito mais divertidos que os principais, e isso contriubui para que este seja o livro menos amado de John, mas particularmente, eu prefiro quando os outros personagens também ganham um grande papel de destaque. Com o passar da história já temos ideia de como será o final.

Então, quem começou e nunca acabou, ou quem simplesmente nem deu uma chance, leia, eu juro que é divertido e dá inúmeras lições sobre o amor.

#FILME: Maldita Sorte (2007)

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Diretor: Mark Helfrich

Elenco: Dane Cook, Jéssica Alba, Dan Fogler

Gênero: Comédia Romantica

4

Aos 10 anos Charlie Logan (Connor Price) recusou-se a beijar uma garota gótica durante o Jogo da Garrafa, o que fez com que ela jogasse um feitiço nele. Agora, 25 anos depois, Charlie (Dane Cook) é um bem-sucedido dentista mas continua amaldiçoado, já que não consegue encontrar a garota certa. Para piorar a situação, ele descobre no casamento de uma ex-namorada que toda mulher com quem transou acaba descobrindo o verdadeiro amor logo após deixá-lo. Isto faz com que diversas mulheres desejem ter com ele uma transa rápida, visando a felicidade posterior que encontrarão. Entretanto esta vida repleta de sexo e ausente de amor torna Charlie uma pessoa bastante solitária. Até conhecer Cam Wexler (Jessica Alba), uma especialista em pingüins que volta e meia se envolve em acidentes. Ele se apaixona por ela e agora precisa desesperadamente encontrar um meio de evitar que sua maldição faça com que ela fuja dos seus braços.

Acredito que está seja uma das minhas comédias preferidas (não só pelas diversas cenas do Dane Cook sem camisa <3),. Charlie é um rapaz bem-sucedido que vive uma vida tranquila, até que, descobre que todas as mulheres com quem ficou acabam encontrando logo depois o amor da vida delas, isso não seria um problema para ele, se não tivesse apaixonado pela desastrada Cam, uma especialista em pinguins que acaba sempre se machucando ou pagando alguns micos o que acaba fazendo com que o rapaz se apaixone mais ainda por ela.

Ele não pode se relacionar com ela, porque sabe, que se isso acontecer ela encontrará outro cara, e isso faz com que ele precise lembrar de quem o amaldiçoou e encontrar maneiras de reverter esta maldição.

O filme rende muitas risadas e o amor de Charlie por Cam é realmente apaixonante.

#SERIADO: Friends

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Seis jovens são unidos por laços familiares, românticos e, principalmente, de amizade, enquanto tentam vingar em Nova York. Rachel é a garota mimada que deixa o noivo no altar para viver com a amiga dos tempos de escola Monica, sistemática e apaixonada pela culinária. Monica é irmã de Ross, um paleontólogo que é abandonado pela esposa, que descobriu ser lésbica. Do outro lado do corredor do apartamento de Monica e Rachel, moram Joey, um ator frustrado, e Chandler, de profissão misteriosa. A turma é completa pela exótica Phoebe.

Minha coluna de séries vai voltar a ativa com um grande sucesso que rende ótimas risadas ainda nos dias de hoje. Friends conta a história de seis amigos descobrindo a vida adulta juntos, e isso faz com que se metam em muitos problemas, mas sempre sabendo que possuem o apoio um do outro.

Rachel é uma garota rica e mimada, que após abandonar o marido no altar vai morar com Monica, uma amiga da época de escola, podemos perceber uma mudança grande e um imenso amadurecimento na personalidade de Rachel ao decorrer do seriado. Monica é uma maniaca por limpeza e não sabe competir se não for para ganhar, é irmã de Ross e casa-se com Chandler. Ross é definitivamente o personagem mais cativante do seriado, faz com que a gente se apaixone em tdos os capítulos, tem uma relação bem conturbada com Rachel, mas entre as idas e vindas só mostra o tamanho do amor dele por ela. Chandler é engraçado e fofo, conhecido muito por suas piadas nas horas erradas, ele diversas vezes tem sua sexualidade contestada. Dois personagens bastante excentricos, são Joey e Phoebe. Joey é um galanteador e um ator amador que sonha em fazer grande sucesso. Phoebe saiu de casa aos 14 anos e foi moradora de rua até ir morar com seus amigos, sua mãe se matou e seu pai abandonou a família, ela possui uma irmã gêmea com quem tem uma péssima relação.

Friends teve dez temporadas de muito sucesso e acompanhar a vida desses seis amigos sempre nos faz ter vontade de estar em um grupo de pessoas assim e que serão nossos amigos para sempre.

[RESENHA] Até Você ser Minha, de Samantha Hayes

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Título: Até você ser minha

Autor: Samantha Hayes

Editora: Intrínseca

Páginas: 334

5

A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas.

Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá.

Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família.

As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime.

Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Fiquei algumas longas semanas sem postar, mas agora estou de volta. Ultimamente, tenho lido muito suspenses, e pra retornar em grande estilo minha coluna de livros, vou resenhar o último (e particularmente/atualmente o meu preferido) suspense que li.

Até você ser minha, traz personagens bem profundos e muito bem desenvolvidos. O livro é narrado de três pontos de vista, de Cláudia, Zoe e Lorraine, mas, diferente de outros livros que possuem está característica, este não cita o nome do personagem quando inicia cada capítulo, o que foi bastante importante para a resolução do livro.

A trama te deixa muito presa devido aos predicados dos personagens, eles parecem tão reais, e a história toda chama muito a atenção do leitor.

Cláudia, é um personagem muito bem criada, que casou com o viúvo James, que já tinha dois meninos, como o homem é um oficial da marinha, acaba passando mais tempo em serviço do que em casa, então quando Cláudia engravida eles precisam contratar uma babá e assim Zoe é inserida na trama.

Paralelo a história de Cláudia, começam a acontecer crimes contra grávidas na cidade e assim aparecem Adam e Lorraine, um casal de detetives da polícia que trabalham juntos mas estão passando por uma crise no casamento, como se o trabalho estressante e a crise não bastassem, a filha mais velha do casal decide largar os estudos e sair de casa.

A partir deste momento, para saber o final do livro vai precisar ler, só tenho a dizer que é uma das histórias mais surpreendentes que já li e é oficialmente meu livro preferido.

Até a próxima.

#LIVRO X FILME: Precisamos Falar Sobre Kevin

Como de costume, estou aqui para mais uma coluna comparativa, posso afirmar que talvez este seja o meu maior desafio desde que comecei a coluna.

Livro:

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Título: Precisamos falar sobre Kevin

Autor: Lionel Shriver

Editora: Intríseca

Páginas: 288

2,5

Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de
um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos
mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu.
Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada,
uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?

Quando comecei a ler pensei que era algo completamente chato e que logo eu desistiria da leitura, e em vários momentos pensei em desistir, mas eu continuei e isso fez toda a diferença. Mas antes de falar sobre o livro, vou contar como Lionel Shriver escreveu este livro tão intrigante.

Ela estudou sobre casos de diversos psicopatas ao redor do mundo, foi pegando várias características, exemplos, personalidades e com isso escreveu o Precisamos fala sobre Kevin.

O livro é contado todo em forma de cartas, de Eva mãe de Kevin para Franklin seu pai, já no início percebemos que eles não estão mais juntos e que algo de ruim aconteceu. O que fica evidente no livro, é que Eva quando engravida, não tem qualquer sentimento materno, e no meu ponto de vista, fica claro que ela só engravidou pelas vontades de Franklin.

Eva justifica a falta de amor por Kevin dizendo que ele nunca amou ela, ele é mau educado e manipulador, e como ele e a mãe não conseguem ter qualquer afeição um pelo outro, Franklin acaba se distanciando de Eva, principalmente porque ele justifica todos os atos de maldade de Kevin. Existem pontos em que percebemos o tamanho do cinismo de Kevin, quando com o pai é uma criança adorável e dócil e com a mãe mostrasse um monstro sem qualquer empatia.

O que acaba piorando mais a situação Eva engravida, contra a vontade de Franklin, para provar que o problema da relação dela com o filho não é sua culpa e neste ponto a história vai de mal a pior. Não é um livro fácil e o tema é bem forte e em alguns momentos até assustador.

Filme:

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Direção: Lynne Ramsay

Elenco: John C. Reilly, Tilda Swinton, Ezra Miller

Gênero: Drama

4,5

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Se existe um livro em que eu preferi a versão adaptada para o cinema é este. Como o livro é bastante complicado, o filme se tornou mais fácil de entender, claro, algumas coisas talvez não fiquem tão claras apenas assistindo ao filme, mas mesmo assim eu gostei mais do filme do que do livro (mas ambos são incríveis e perturbadores).

Então, gostaria de ressaltar que Tilda Swinton no papel de Eva foi uma das coisas mais fantásticas do filme, ela é exatamente como imaginava Eva, uma mulher apática, triste e com aparência de sofrida, poucos são os momentos em que ela aparece rindo ou demonstrando felicidade – quase sempre quando se recorda de algum momento antes de ter o Kevin ou em algum momento com Lucy, sua filha mais nova-.

A fotografia do filme é ótima e sempre em foco a cor vermelha, talvez referencia aos futuros atos de Kevin.

O filme contém cenas fortes e perturbados, mostrando como as coisas acontecem e nós preferimos fechar os olhos.