Li no kindle #7 | Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

COMO_EU_ERA_ANTES_DE_VOCE_1365538813BTítulo: Como eu era antes de você (como eu era antes de você #1)

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Compre: Amazon

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

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Resenha | O Menino de Vestido, de David Williams

Oii Pessoal, tudo bem com vocês? Antes de mais nada, gostaria de me apresentar. Prazer, sou a Júlia Maciel, blogueira do Adornos Femininos, e mais nova colaboradora aqui do Blog.

Hoje trouxe para vocês a resenha de um livro que me fez pensar bastante nos últimos tempos. Primeiro, por ser um livro extremamente leve, de leitura fácil e escrita simples, e depois por ter uma história que nos instiga a pensar mais.

“Mas Júlia, como assim pensar mais?” Bom, apesar de parecer um livro infantil, O Menino de Vestido, escrito por David Wallians, tem uma mensagem extremamente importante para ser passada para nós leitores. Uma delas é, de uma forma mais abrangente, o motivo de crianças (e adultos) não poderem gostar de bonecas, Barbies ou até mesmo coisas em cor rosa.


O_MENINO_DE_VESTIDO_1398455146BTítulo: O Menino de Vestido

Autor: David Williams

Editora: Intrínseca

Páginas: 192

Compre: Amazon

A vida de Dennis não é nenhum mar de rosas – ele foi abandonado pela mãe, não se entende com o irmão, o pai está deprimido e, para piorar, há uma regra em casa que proíbe abraços. Só duas coisas o fazem feliz – jogar futebol e olhar vestidos bonitos. Ele é o atacante do time do colégio e adora a revista Vogue. Durante uma detenção, Dennis conhece Lisa, a menina mais bonita da escola e que também se interessa por moda. Os dois se tornam amigos e passam a se encontrar na casa dela. Até que um dia ela o convence a pôr um vestido e ir à aula fingindo ser uma aluna de intercâmbio. É nesse momento que a vida chata e comum de Dennis se transforma em algo extraordinário.

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Edição dupla: “Crepúsculo” e “Vida e Morte”

Twilight, conhecido no Brasil por Crepúsculo está completando seus 10 anos de lançamento e para comemorar será feito nova edição do livro com EXTRAS. Vida e Morte conta a história original dos personagens, onde o gênero dos personagens principais é invertido.

Acredito que vai ser engraçado ler a história do jovem que se apaixona pela maravilhosa vampira. Estou ansiosa para ler essa versão inédita.

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De acordo com a Editora Intrínseca, o livro com edição dupla será lançado no dia 1º de novembro.

[RESENHA] Objetos Cortantes, de Gillian Flynn

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Título: Objetos Cortantes

Autor: Gillian Flynn

Editora: Intríseca

3,5

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.

Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado.

Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

Algo extramente curioso sobre mim é que de uns tempos pra cá os livros mais fortes, do tipo suspense e até alguns de terror, tem me chamado muita atenção, e desde que eu li Garota Exemplar, procurei ler mais coisas desta autora, Gillian Flynn. Objetos cortantes, foi o primeiro livro dela, mas posso dizer que é extremamente maligno em diversas partes e nos mostra o quão ingenuas as crianças realmente são. Camille, personagem principal, é extremamente bem escrita, em alguns pontos chega a ter medo de tão real que ela parece, sua família é muito disfuncional e isso influenciou demais a personalidade da menina.

A personagem principal precisa investigar o assassinato de duas meninas e isso leva ela a discordar sobre o diagnostico de sua irmã que faleceu quando Camille ainda era uma criança. Não posso mais falar nada sobre a história pois entrega o final, só posso afirmar que é perturbador.

[RESENHA] O Teorema Katherine, de John Green

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Título: O Teorema Katherine

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 304

4

Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine. E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato.

Depois do mais recente e traumático término, ele resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e um melhor amigo bem fora de forma no banco do carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar pés na bunda, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai mudar para sempre a história amorosa do mundo, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Minha coluna literária desta sexta é de um dos livros menos apreciados de John Green, e eu tenho uma opinião completamente oposta a ele.

O teorema Katherine, traz de uma maneira bem leve e contagiante a história de Colin, um garoto super inteligente que sempre namora meninas com o nome de Katherine, após ser deixado pela última, ele sai em uma jornada atrás de um teorema que o faria descobrir quanto tempo ele ficaria com a próxima Katherine, e com isso ele poderia evitar ter o coração partido ou talvez reconquistar a última garota.

Algumas coisas que gostaria de destacar sobre este livro seria que, os personagens secundários são realmente muito mais divertidos que os principais, e isso contriubui para que este seja o livro menos amado de John, mas particularmente, eu prefiro quando os outros personagens também ganham um grande papel de destaque. Com o passar da história já temos ideia de como será o final.

Então, quem começou e nunca acabou, ou quem simplesmente nem deu uma chance, leia, eu juro que é divertido e dá inúmeras lições sobre o amor.

[RESENHA] Até Você ser Minha, de Samantha Hayes

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Título: Até você ser minha

Autor: Samantha Hayes

Editora: Intrínseca

Páginas: 334

5

A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas.

Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá.

Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família.

As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime.

Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Fiquei algumas longas semanas sem postar, mas agora estou de volta. Ultimamente, tenho lido muito suspenses, e pra retornar em grande estilo minha coluna de livros, vou resenhar o último (e particularmente/atualmente o meu preferido) suspense que li.

Até você ser minha, traz personagens bem profundos e muito bem desenvolvidos. O livro é narrado de três pontos de vista, de Cláudia, Zoe e Lorraine, mas, diferente de outros livros que possuem está característica, este não cita o nome do personagem quando inicia cada capítulo, o que foi bastante importante para a resolução do livro.

A trama te deixa muito presa devido aos predicados dos personagens, eles parecem tão reais, e a história toda chama muito a atenção do leitor.

Cláudia, é um personagem muito bem criada, que casou com o viúvo James, que já tinha dois meninos, como o homem é um oficial da marinha, acaba passando mais tempo em serviço do que em casa, então quando Cláudia engravida eles precisam contratar uma babá e assim Zoe é inserida na trama.

Paralelo a história de Cláudia, começam a acontecer crimes contra grávidas na cidade e assim aparecem Adam e Lorraine, um casal de detetives da polícia que trabalham juntos mas estão passando por uma crise no casamento, como se o trabalho estressante e a crise não bastassem, a filha mais velha do casal decide largar os estudos e sair de casa.

A partir deste momento, para saber o final do livro vai precisar ler, só tenho a dizer que é uma das histórias mais surpreendentes que já li e é oficialmente meu livro preferido.

Até a próxima.

#LIVRO X FILME: Precisamos Falar Sobre Kevin

Como de costume, estou aqui para mais uma coluna comparativa, posso afirmar que talvez este seja o meu maior desafio desde que comecei a coluna.

Livro:

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Título: Precisamos falar sobre Kevin

Autor: Lionel Shriver

Editora: Intríseca

Páginas: 288

2,5

Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de
um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos
mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu.
Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada,
uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?

Quando comecei a ler pensei que era algo completamente chato e que logo eu desistiria da leitura, e em vários momentos pensei em desistir, mas eu continuei e isso fez toda a diferença. Mas antes de falar sobre o livro, vou contar como Lionel Shriver escreveu este livro tão intrigante.

Ela estudou sobre casos de diversos psicopatas ao redor do mundo, foi pegando várias características, exemplos, personalidades e com isso escreveu o Precisamos fala sobre Kevin.

O livro é contado todo em forma de cartas, de Eva mãe de Kevin para Franklin seu pai, já no início percebemos que eles não estão mais juntos e que algo de ruim aconteceu. O que fica evidente no livro, é que Eva quando engravida, não tem qualquer sentimento materno, e no meu ponto de vista, fica claro que ela só engravidou pelas vontades de Franklin.

Eva justifica a falta de amor por Kevin dizendo que ele nunca amou ela, ele é mau educado e manipulador, e como ele e a mãe não conseguem ter qualquer afeição um pelo outro, Franklin acaba se distanciando de Eva, principalmente porque ele justifica todos os atos de maldade de Kevin. Existem pontos em que percebemos o tamanho do cinismo de Kevin, quando com o pai é uma criança adorável e dócil e com a mãe mostrasse um monstro sem qualquer empatia.

O que acaba piorando mais a situação Eva engravida, contra a vontade de Franklin, para provar que o problema da relação dela com o filho não é sua culpa e neste ponto a história vai de mal a pior. Não é um livro fácil e o tema é bem forte e em alguns momentos até assustador.

Filme:

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Direção: Lynne Ramsay

Elenco: John C. Reilly, Tilda Swinton, Ezra Miller

Gênero: Drama

4,5

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Se existe um livro em que eu preferi a versão adaptada para o cinema é este. Como o livro é bastante complicado, o filme se tornou mais fácil de entender, claro, algumas coisas talvez não fiquem tão claras apenas assistindo ao filme, mas mesmo assim eu gostei mais do filme do que do livro (mas ambos são incríveis e perturbadores).

Então, gostaria de ressaltar que Tilda Swinton no papel de Eva foi uma das coisas mais fantásticas do filme, ela é exatamente como imaginava Eva, uma mulher apática, triste e com aparência de sofrida, poucos são os momentos em que ela aparece rindo ou demonstrando felicidade – quase sempre quando se recorda de algum momento antes de ter o Kevin ou em algum momento com Lucy, sua filha mais nova-.

A fotografia do filme é ótima e sempre em foco a cor vermelha, talvez referencia aos futuros atos de Kevin.

O filme contém cenas fortes e perturbados, mostrando como as coisas acontecem e nós preferimos fechar os olhos.